É fato... É eu chegar em minha cidade natal que uma alergia me ataca e a gripe toma conta do meu corpo. Mas quem disse que isso me impede de aproveitar cada momento? Do vento empoerado até o sol que flameja cada átomo de minha pele.
A cidade onde vivi os primeiros doze anos de minha vida trás inúmeras recordações, isso é inevitável. As mesmas pessoas sem noção estão aqui, aquelas que não tem papas na língua e sempre vão dar os maiores foras que você já viu na vida. As mesmas mulheres vividas, aquelas que não saem mais da esquina e que vivem para falar da vida dos outros. E sabe aquele tanto de bicicleta que vivia na rua atrapalhando a nossa vida? É! Tudo continua aqui, inclusive aquelas pessoas que falaram mal de você, que tentaram te prejudicar ou qualquer outro tipo de coisa que te deixava particulamente ofendido.
Mas sabe aquelas pessoas que te viram crescer? Aquelas que quando você encontra não deixam de dizer o quanto você cresceu, o quão grande homem, grande moço, o quão bonito e educado você se tornou? Felizmente tais pessoas também continuam aqui. Os seus grandes amigos de infancia? É claro que estão aqui também. Estão aqui para relembrar um milhão de vezes as nossas brincadeiras de infância.
O café fresco, forte e ao mesmo tempo doce de minha avó. O abraço forte e a benção de todos os tios e tias. O olhar de admiração dos seus primos mais jovens. Vê-los crescer, ensinando-lhes palavaras novas. As ruas perigosas, os antigos esconderijos do pique-esconde. Como é bom estar de volta, ainda que por pouco tempo.
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