segunda-feira, 25 de julho de 2011

O dia que um botão de rosa me ganhou

Escrito em voz feminina por ter sido inspirado em uma garota. Não sei se posso dizer o seu nome, por isso, fique sabendo que é dedicado a você.
“Relacionamentos anteriores me fizeram pensar que histórias de amor não se passavam de contos da Carochinha e isso acabou me fazendo sentir que nada deveria ser como em tais contos. Coloquei em minha cabeça que todo ‘eu te amo’ é falso e, por isso, toda vez que eu escutava, parte de mim duvidava e a outra parte, mais desconfiada ainda, me fazia terminar. Quando era levada a jantares românticos eu logo sabia que aqueles caras só queriam algo a mais de mim, algo que eu realmente não estava disposta a entregar de mão beijada. Sempre fui mais esperta que eles, por isso nunca aconteceu!
Já ouvi dizer por aí que meu coração é de pedra, que não sou capaz de amar ninguém e que a única pessoa em que penso sou eu mesma. No início essas palavras doíam, mas acabaram me convencendo de que isso era a mais pura verdade. Afinal, sempre odiei flores, sempre odiei cartõezinhos de amor, sempre odiei o dia dos namorados e todas aquelas coisas que só serviam para jogar na minha cara que eu era um lixo de menina.
De fato eu nunca estive errada. Todos os canalhas com quem sai, bem, eu sempre acertei o que eles realmente queriam. De fato os ‘eu te amo’ eram mandados para todas as garotas da minha classe. Aqueles lugares românticos que eles diziam que só levavam ali pessoas especiais, bem, já os vi lá com todas as pessoas especiais do meu colégio, ou seja, todas as meninas bonitas e populares que procuram alguém como elas. Mas eu sou diferente, sempre fui. A estranha, como dizem.
E quando eu te falei tudo isso você discordou de tudo! Disse-me que no final das contas o que eu mais queria era um amor de verdade! Que o que eu mais buscava era o tal príncipe encantado, talvez não tão encantado assim! Mas não precisava ser lindo! Não precisava do cavalo branco! Eu só queria aquele rapaz que me salvasse da escuridão em que o mundo me jogou!
É… Você apareceu com esse seu sorriso torto e a cara amassada. Você apareceu com um olhar que simplesmente travava a minha respiração. Aos poucos foi me levando para lugares e me dizia ‘Sempre quis trazer alguém especial aqui!’. Aos poucos você foi fazendo todas aquelas coisas… Mas, foi com aquele botão de rosas, a flor que sempre tive total antipatia, foi entregando-me a flor que sabia que eu detestava que você me disse ‘Eu te amo do fundo do meu coração e espero estar contigo para os bons e maus momentos, para te acompanhar e para que saibas que sempre terás um ombro amigo ao teu lado.’ Eu sabia que era a mais pura verdade e sentia isso pelo seu tom de voz suave que ecoava em meus tímpanos e me fazia sorrir para poder te dizer ‘Você é um anjo! Eu te amo também!’”.

2 comentários:

  1. as palavras acabam de fugir da minha cabeça, realmente não sei o que dizer então, obrigada e parabéns, não poderia ficar mais perfeito.

    ResponderExcluir
  2. O texto é bonito. Mas a parte do conto de carochinha é a maior verdade para a maioria das pessoas. Quisera eu ser uma das excessões.

    ResponderExcluir